domingo, 7 de agosto de 2011

Regra n⁰ 26


O presente é resultado de minhas ações passadas, meus pensamentos deturpados, minhas intenções confusas. Procuro o culpado, coloco tudo sobre seus ombros, mas sei que sou a única responsável. Surge a pergunta: devo me arrepender por não ter tentando de verdade, com todas as forças que eu poderia?



Filosofia boba essa de nunca se arrepender do que fez e sim do que deixou de fazer. Um conceito que sempre sigo, mas dessa vez não me arrependo de desistir. Sei que tudo poderia ser diferente, que só dependia de uma palavra minha, uma ação realizada por mim.



Entretanto, até os últimos minutos minha mente ainda não se decidira, meu coração se encontrava em um labirinto sem previsão de encontrar a saída. A dúvida é inimiga da ação, pois qualquer coisa que der errado torna o raciocínio confuso, surge o arrependimento da decisão que temos a certeza que tomamos de maneira errada.



Por isso, nessa situação única, não me arrependo de não ter tentado. Mentiria se falasse que não gostaria de ter tido a coragem de arriscar, afinal, quando se desiste a situação fica guardada, sendo digerida lentamente, perturbando os pensamentos. Talvez se o cenário fosse um pouco diferente eu poderia estar tremendamente chateada com minha falta de coragem em arriscar, mas na história não existe talvez, então vamos deixar esse tópico de lado.



Regra n⁰ 26: Em história não existe talvez.

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