quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Reabilitação

And baby, you're my disease
I gotta check into rehab
'Cause baby you're my disease

E não foi possível.
Já se passaram mais de 30 dias desde a promessa. Tentativa de largar do vício, tentativa quase certeira. Quase obtivera sucesso.

Mas a recaída viera. Tão lentamente quanto se podia prever.
Fim de tarde, organização de ideias, de coisas, objetos, livros.
Encerrara a última página do livro tão almejado, sonhado, esperado. Ela iria guardá-lo, protegê-lo, então... Foi quando tudo começou e aconteceu.

A trilogia que está sem o primeiro volume, O homem que não amava as mulheres, esse era ele. O livro era dele, por que tudo que era dela, era tão dela quanto dele. Não eram casados em comunhão de bens, não eram se quer casados, mas era deles... Eles dividiam... Eles compartilhavam...

Como a recusa de um drink, ela o ignorou. Não queria saber do livro, tantos livros não estavam em seu lugar. Estavam emprestados.. Um dia voltariam, mas sabia que o volume 1 da trilogia, não voltaria...

Foleando livros, recordando de momentos que lera-os. Pensando em fazer doação, para quem poderia doar aqueles livros que acompanhou no momento tão exato de sua vida?
Entre os livros haviam folhas, escritos, trechos de textos, marcações, bilhetes. E lá, esperando para ser lido um bilhete dele.
A recusa do drink desta vez não foi tão exata. Talvez ela queria provar daquele vício.

Lendo textos, histórias que ela mesmo escrevera sobre os dois a fez não só beber o drink, mas uma garrafa cheia. Era vodka, pinga, tequila, rum...

E as lágrimas rolaram. O celular estava próximo. A recaída. Uma mensagem, sem resposta. O coração aflito, agoniza dentro do peito.

O livro não está lá, a mensagem não foi respondida, ela bebera, estava embriagada, desesperada.
Vagando em seu mundo, no mundo que antes era, que um dia foi e que nunca voltaria a ser como antes.
Ela descobrira que saudade poderia não ter tradução, nem limite de dor.

Desejo³

Andar de mãos dadas e passear sem rumo por ai. Para compensar a longa espera de você. Te cobrir de beijos, abraços, carinhos.

Esquecer do resto do mundo no cafuné, aconchegar em você, sentir sua pele na minha ao sentir o toque das suas mãos em mim. Esperar que o tempo se eternize para que eu fique sempre ao seu lado.

Apreciar o sorriso mais lindo, o seu. As covinhas, sombracelhas, nariz, olhar, completo, ser humano completo. Você.

Rever o brilho do seu olhar. Ouvir você falar sobre tantas coisas diferentes e assim aprender. Poder ouvir uma música ou apreciar o silêncio ao seu lado. Ver a lua e as estrelas. Procurar uma estrela cadente para fazer um pedido.

Me perco te imaginando, sonho acordada te tocando, sentindo seu cheiro, tirando sua camisa, fico louca de desejo, desejo de te ter aqui comigo.

Desejo de transformar o edredom em nosso habitat no frio, admirar a paisagem, o luar, o nascer e por do sol em sua companhia.
Desejo de voar com você. Desejo de matar a saudade.
Desejo de te ter, de ouvir a sua voz, receber seu e-mail, saber de sua existência, ver o sinal de fumaça.
Desejo de finais de semana.
Desejo de matar a saudade de meses distantes, de desejar te ter, te ver...
Desejo em não sentir saudades. Desejo matar a saudade, desejo de você.
e poder esquecer o significado da palavra saudade...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Subconsciente


O reencontro. Sonho. Realidade.
As imagens se misturam.
Não sei o que é real,
não sei o que é imaginação.

O caos do meu subconsciente.
Amor. Paixão. Saudade. Esquecimento...
Tudo começa. Termina. Recomeça.
Ciclos, ruas sem saída, caminhos entrelaçados.

O início do fim. Ou seria o fim do início?
E até agora não compreendo.
Estaria acordada ou sonhando?

domingo, 4 de setembro de 2011

Indagações²

Por que as coisas acontecem desta forma?
Ela se pergunta de maneira repetitiva.
Interrogações, indagações, dúvidas, perguntas...
Por que as pessoas simplesmente fazem isso?
Como na música: “eu estava em paz quando você chegou”, e por que você tinha que chegar?
Invadiu o espaço, abraçou, confortou, envolveu, cativou, fez-se apaixonante, deixou-a apaixonada, encantou...
E simplesmente não era bem assim...
Ele era mais um como todos os outros.
Pra que invadir a vida de um outro ser assim? Conturbar, confortar, atravessar, passear, deixar marcas, rastros. Tornar o dia a dia mais prazeroso, mais gostoso. Ansiar para o momento online, para a mensagem no celular, para o momento a dois.
Qual o real significado de tudo isso?


E nada está seguindo o planejamento.
Deu saudade do abraço ignorado, da palavra...
Deu saudade de tanta coisa, de tanta gente.
Deu saudade dos planos, sonhos, desejos.
Deu saudade de acreditar que existia um homem diferente.
Deu saudade de acreditar que era possível viver sem amor.
E deu saudade de enésimas coisas, de 1 pessoa.
A saudade dói, e nada conforta...

Qual o real significado de tudo isso?
Por que as coisas acontecem desta forma?
Sentir? Pra quê?
É nessas horas que toca nossa música, que o livro traz uma passagem tão romântica e irônica quanto nós.
É nessa hora que não conseguimos concentrar, que não conseguimos pensar, respirar além da nostalgia.
E os homens são todos iguais. E da maneira mais estúpida e idiota faz com que fiquemos assim.
Completamente...
...
Sem adjetivos coerentes.

Tradução de saudade


O mundo é cheio de belezas. Coisas criadas pela natureza, surpreendentes. Artes elaboradas pela mão humana, encantadoras. Há lugares que deslumbram, deixando uma vontade de ficar parado para sempre, apenas admirando. Por outro lado, existem regiões que simplesmente não queremos chegar nem perto, nunca mais. Também há um terceiro tipo de local, para o qual queremos voltar, simplesmente.

Esse último não é, necessariamente, físico. O encanto desse lugar são os habitantes, pessoas importantes e que nos fazem falta. Por isso o desejo de reencontrar esses seres tão especiais. As horas são contadas para que o dia chegue, na esperança de retornar ao acolhimento daqueles que conhecemos tão bem.

Tento explicar o que esse sentimento representa em meu coração, algo difícil. Talvez a palavra exata seja saudade. Saudade de chegar a uma casa que pode ser chamada “sua”, dormir na sua cama com seu edredom favorito, ouvir o caos acolhedor daqueles que moram ali. Comer a comida gostosa da mãe, sentir o abraço apertado de uma sobrinha, ver o sorriso gostoso da outra e até o acolhedor cachorrinho, correndo em círculos em volta de você.  Essa é a sua casa devido às pessoas que lá estão.

E porque não dizer retornar a sua cidade? Aquela que você conhece muitas esquinas e ruas, prédios e casas. Onde você consegue encher uma mesa de bar com seus amigos, chorar de rir com reuniões na casa dessas pessoas ou, simplesmente, ter uma companhia para um cineminha ou um feriado em meio de semana.

Por isso, por maior que seja a beleza de um lugar, o desejo é retornar para onde a família se encontra. Seja aquela definida por Deus ou a escolhida, a dedo, por você!


Confusão

Os pensamentos se confundem. Não há sentimento mais perturbador que este. O sentimento do não saber. Não saber se sente, se sofre, se deseja, se anula, se continua, se para, se segue adiante. Não dá para saber se há algum significado. Não dá para saber o tanto que deixa de ter significado.
Os pensamentos se confundem, me confunde, há uma grande confusão.
O querer é fato, assim como o desejo de não poder querer.
Sim, quero.
Deixei a incoerência de lado... Resolvi ser eu.
E só a confusão se faz presente.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O príncipe encantado x O fofo-não-fofo

E o sonho pode realizar...
Na verdade não aconteceu exatamente. Mulher é um bicho estranho mesmo. Impede que o mais belos dos seus sonhos possa realizar. E a pergunta: Por quê?
Ela não sabe explicar.
O príncipe encantado não surgiu de repente, ele é um homem moderno. Ligou no celular dela.
O príncipe encantado não apareceu montado no cavalo branco, mas num carro preto. Ele não estava trajando roupas majestosas, mas vestia se em traje esporte fino, uma camisa social branca, calça preta e muito charme no olhar. Pra ser sincera, cada movimento dele era: charmoso, harmonioso, encantador.
Ela se encantou. Seus olhos vibraram ao vê-lo, seu corpo ficou feliz, seu sonho de tanto tempo. O sonho de tantas garotas estava ali, olhando pra ela, e ela olhava profundamente nele, pra ele.
E de repente, depois de tudo que se queria, se imaginava, veio o bloqueio.
Ela desejava casa, desejava sair dali correndo, desejava não ter atendido o celular, não ter visto a camisa, os olhos, o conjunto, desejava não ter entrado naquele carro, desejava que o sonho não se realizasse. Não ali, não agora.
Não era uma negação ao belo homem, ao príncipe, mas aquele momento não era o momento.
Ela não queria conversar com ele, ela não queria beijá-lo. Não era ele o dono dos seus beijos naquele momento da vida dela.
E assim, ela não foi capaz de deixar que seu sonho se tornasse real.
Ela despediu, saiu. Disse que ligaria no dia seguinte, mas o dia seguinte não chegou.
Será que ele espera a ligação dela?

E naquele dia ela sonhou... Sonhou com o cara que desejou beijar, com o cara que ela beijava durante um mês, com o cara que lhe fazia bem... Mas era um fofo-não-fofo.
Não havia nomes para eles, não eram um... Não eram nada um do outro, mas ela não conseguira... Não conseguiria beijar o príncipe encantado moderno.
O único homem que ela desejava beijar era o fofo-não-fofo.

E ainda não sei exatamente, se dá para entender as mulheres.