quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Razão ou Emoção

Você fala que exagero em ser racional, que os sentimentos têm vida própria e devem ser ouvidos tanto quanto os pensamentos. Entretanto, encontrar o equilíbrio dessas forças parece algo irreal, pois as emoções continuam perdendo a guerra.

Você alega que tenho medo. Diz que me escondo atrás de falsos pensamentos, ilusões que enganam o sentimento e acalmam o coração. Acredita que todas as minhas falas são mentiras adaptadas de verdades alheias, pensamentos que dizem respeito a outras vidas.

Penso. Escuto meu coração. Tento imaginar as possíveis realidades. Procuro escutar meus sentimentos. Entretanto, tudo o que consigo concluir é que nada sei. Não sei se digo frases copiadas ou se fujo da vida. Não sei se tenho medo ou se apenas não consigo compreender meus desejos mais profundos.

E então, quando acho que descobri o que realmente quero, tudo parece mudar. Me vejo perdida, em busca de conselhos que sei que não quero ouvir. Não deveria. Entretanto, ainda assim os procuro, pois sei que eles me farão divagar sobre minhas decisões e talvez, finalmente, consiga encontrar uma pista do caminho correto.

Andanças

E onde estava?

No vão da incerteza, no certo e errado, no real e imaginário.
Acho que andei pelos posts do blog, acho que andei pelo abstrato da certeza e incerteza da objetividade.
Andei pelas trilhas da floresta, visitei o Asteroide b-612, cativei a raposa, cheirei a rosa protegida pelo Pequeno Principe, vivi historias incontadas, imaginaveis, intangiveis.


E fico pensando, por onde foi que andei, enquanto você me procurava...

domingo, 18 de setembro de 2011

Conversa restrita

E começou assim:
\o/
lol
xD
:)
:D

Com o tempo
:***
=*
^^
D:
=/
-.-
u.u
u.u'
=***
:p
(=
=]
o/
=D
:3
xD

E a vida é assim
xD
=]
:)
(:
=*

com muitos
=***

Mas há o medo
T_T

E viver é tão
\o/
^^
xD

que merece
=*
=**
=***

sábado, 17 de setembro de 2011

Sentir o quê?

Por que sentir sua falta se você nem está presente, se você esquece-se de mim, se você não confia em mim?
Sentir falta de que? Além das noites que passamos juntos, noites silenciosas, sem nada a fazer. Noites de risadas, música, guerras de travesseiros, conversas inexplicáveis, sem fim. Segredos, gargalhadas escandalosas, imitações.
Sentir falta do aconchego do sofá que incomoda e fica confortável se estou ao seu lado. Falta dos carinhos, cafuné, chocolate, pipoca...
Sentir falta dos barzinhos sem cerveja, dos olhares trocados, fofocas mudas, segredos.
Sentir falta de estar juntas horas e horas sem nada a falar? Sonolência despertada pelo simples fato de vê-lo sonolento.
Sentir saudade de fazer um cafuné gostoso, sentir o cheiro do xampu, do suor e achá-lo bom. Saber diferenciá-lo pelo cheiro, saber quem é pelo toque, senti-lo distante pela presença do olhar.
Saudade da paz que encontro em você. Da tranquilidade que transmite nos meus momentos turbulentos.Sentir falta de algo que não temos, não cobramos, mas não admitirmos perder. Não ter os beijos descompromissados, as mãos bobas, as mordidinhas, não ter esses olhos me matando. O medo, insegurança esquecida... Apoio que encontro em você. Sentir falta pra quê?Do ficante: aquele que você idiota, sempre procura porque precisa dele, mesmo sabendo da incapacidade dele de gostar ou de demonstrar que gosta... E mesmo assim você o procura... Sabe porquê?
Por que ele já faz parte de você.
É naquele homem que você confia estar sozinha. É com ele que você não fica há tempos e simplesmente sonha todas as noites.
O namorado: que você fica há meses e meses. E sempre estão em clima de solteiros, sem compromisso, sem posse.
Todo encontro é um tremor nas pernas, o estomago vira, a mão transpira, quando você o vê: o tempo pára.
Ele: um desajeitado que fez você gostar dele, do jeito dele, um jeito único, angelical.
Saudade? Dos beijos secretos, namoro escondido, mãos ocultas, cafunés, noites, abraços, apertos, aconchegos, chamego. Do carinho, cuidado, dedicação...
Sentir saudades??? ahhh... Coloque-se no lugar. Você sentiria saudade?

domingo, 11 de setembro de 2011

Na mesmice do diferente

Ela chegou em casa do mesmo jeito, abriu o portão com a mesma chave, caminhou do mesmo modo.
Comeu a mesma bolacha, tomou café na mesma xícara. Colocou a mesma música, tirou a roupa no mesmo lugar, para tomar o banho de todos os dias.
No banho sem expectativa de novidades, de algo que a tirasse da mesmice de todos os dias, escreveu no box que dias melhores viriam.
A musica tocava, enrolou-se na toalha, caminhou para a geladeira e viu que sua garrafa de vinho pedia para ser bebida.
Bebeu o mesmo vinho dos últimos 3 dias.

Com olhos cansados verificou seu corpo no espelho. Apalpou seus seios, esticou seus olhos, tentou rir.
Caminhou para cama, e deitada bebendo seu vinho escolheu um pijama.
Ela faria a noite ser diferente. Não colocou o mesmo pijama.

No momento íntimo de vestir-se para deitar e aproveitar seu fim de noite o interfone toca.
A mesmice da noite fora quebrada por uma visita. Alguém inesperado.
Na mesmice daquela noite fora trocada.

Ele subiu com outro vinho, outra taça, outra pizza.
Ele ajeitou a sala de outro jeito, trouxe outro aroma para o ambiente, uma nova música.
Ele fazia tudo ser diferente, até o momento em que seus lábios encontraram os dela.

A mesma paixão, o mesmo carinho, a mesma forma de pegar na nuca, de fazê-la desejar, de fazê-la pirar.
Ele tinha o manual de instrução dela.

Naquela noite não houve mesmice. Naquela noite houve a confirmação.
Naquela noite ela não dormiu de pijama.

"O nosso amor é novo
É o velho amor ainda e sempre..."

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Está acontecendo...

E é doce o sabor do gostar.É delicioso o desejo de compartilhar, de estar, de conviver.
É a chatice que incomoda, irrita e arranca o sorriso.
É a brincadeira mais inocente, são latidos na cama, mordidas discretas, dedos que caminham, momentos bons.
É inexplicável o convívio. O msn, as mensagens, a presença.
Não tem um significado válido para isso.
Não há necessidade, não há nomenclatura capaz de expressar.
É doce, delicioso, irritante, gratificante.
É uma brincadeira, é de verdade, são recordações, acontecimentos.
Está acontecendo.
E é feliz!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Que seja eterno enquanto dure

Dizem que o olhar é um espelho da alma. Talvez por isso ela nunca deixasse ninguém entrar por essa porta transparente, que guia para os mais profundos sentimentos. Até aquele dia. O dia em que ele conseguiu fixar seu olhar nos mais claros olhos que já vira. Uma alma que transbordava informações, sem segredos, sem mentiras, sem mistérios.

Deslumbrado, como se tivesse encontrado o mais rico tesouro. Para ele, nenhum ouro ou diamante compraria aquele momento. Os segundos pareciam infinitos. A sua esperança era de que fossem inesquecíveis.

As palavras não eram necessárias. Eles agiam por impulso. Um sabia exatamente o que o outro ansiava. Os desejos eram os mesmos, pois naquele momento eles eram apenas um. O único habitante de um mundo inteiramente novo, aguardando para ser conhecido.

Seus lábios se tocaram, selando um amor eterno... enquanto durar.