sábado, 9 de julho de 2011

Ensaio


Estava tudo certo.

Noite passada, diante de uma crise de ausência, respirou fundo, Inspirou, expirou.
Pensou, pensou em esquecer. Pensou, lembrou que não poderia esquecer. Não poderia deixar para outro dia, não poderia deixar para outro momento. Não poderia deixar para amanhã.

E ele não estava lá.
Pensou, pensou em esquecer. Pensou que tinha de deixar pro outro dia. Queria lembrar que ele não estava, queria esquecer sua vontade, seu desejo. Queria dar um tempo.
Rolara na cama, por quase uma hora.

Levantou-se no frio da noite, sua camisola era insuficiente para aquecer, a meia gelara o pé, o cabelo estava frio, como seu estômago.
Procurou-se aquecer. Buscou uma manta no escuro, na escuridão da noite, na escuridão do quarto.
Suas mãos apalparam a manta, o livro, o bloco, a caneta.

Estava tudo planejado, descrito no em seus pensamentos, faltava colocar para fora.
O pensamento teria que concretizar, as falas imaginadas seriam transformadas em letras, em palavras, em frases.
Ela pegara o papel e escrevera.

Pontuou os principais motivos que a faziam perder o sono.
Ela havia feito algo errado? O por quê da distância? O motivo da ausência? O por quê do sumiço?

Entre outras indagações, ela queria se culpar pela distância que existia entre eles. Ela pensava demais, ela se culpava de mais, ela se martirizava.

Ela queria resgatar o amigo sequestrado naquele corpo, ela desejava que ele voltasse. Que ele reaparecesse trazendo consigo o sorriso mais lindo, um filme, um livro, sua coqueteleira.

Ela esperava pelo encontro.
Uma mensagem enviada ao sequestrador, um e-mail enviado.
Ambos respondidos.

Faltava o encontro.

Aos meus amigos

Por mais individualista que o ser humano tenta ser, há momentos em que a única coisa que se precisa é uma palavra amiga, um abraço caloroso, um silêncio confortante. A natureza conflitante do homem, para não dizer contraditória, faz dele um indivíduo dependente de outros.

Não é fraqueza nenhuma demonstrar carência, necessidade de colo. O problema é onde achar uma pessoa que entenda seus pensamentos confusos e que simultaneamente consiga trazer conforto para o coração agitado.

Alguns dizem ser alma gêmea, outros dizem ser uma paixão e alguns se satisfazem com um bom e simples amigo. A denominação é indiferente. O sentimento é o que vale.

Uma homenagem a todos os meus amigos.
Contem comigo assim como conto com vocês! ^^

sexta-feira, 8 de julho de 2011

o Fake


Quem será o cara misterioso que se dá o trabalho de ler, reler, estudar e visitar meu blog?
Quem seria o cara que já incorporou o vizinho distante, passou a ser o admirador distante, e por fim queria ser um Braga?

Quem seria o cara que incentiva minhas escritas, que distante me faz sentir importante, que estimula meu desabafo, meus devaneios, minhas loucuras.

Os textos são escritos na veracidade do irreal. Acredito cada vez mais neles, pois utilizo de fatos e desejos para transformá-los algo bom de se ler.

Quem seria o cara que provoca tudo isso?
Um fake, uma brincadeira de mal gosto, uma verdade?

Por eliminação não sei de quem se trata, por curiosidade gostaria que fosse. Pela realidade não sei quem é.

Quem seria Bóris?

"Um homem - uma Máscara,
uma fantasia sem rosto.
Você na sua redundância peculiar em absorver o mundo,
com seu carisma detectado
por uma miragem cenográfica."
Autor desconhecido

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Uma nova chance

Tragédia não é o amor acabar, é sequer insistir no começo dele.
Carpinejar

E era exatamente assim que ela pensava.
Desde quando o conhecera, ela tinha um certo receio, medo dele. Não medo da pessoa em si, mas medo dos sentimentos que ele causava nela.
Ela o olhara no fundo dos olhos, ela sentia a fragrância da alma dele, ela sabia que ele seria o pai de seus filhos.
Ele não era uma paixão, ele era o amor de sua vida.
Ele a conheceu no tempo errado, quando ela era uma irresponsável, uma louca, desvairada, desorientada.
Ele a conheceu no tempo certo. Ele cuidou dela, ajudou que encontrasse a luz, reencontrasse a fé, acreditasse em si.
Eles tentaram, ou acharam que tentaram.
Eles ficaram juntos durante um pouco mais de um ano.
Pra ser exata foram exatos 21 meses e 15 dias.
Período suficiente para ele não querê-la mais. E ela querê-lo mais e mais.
Ela tinha causado a impressão errada. O sexo, a vida leviana, a irresponsabilidade foram as principais impressões deixadas.
E ele não queria uma mulher assim.
Não iremos dizer que ela não era assim, mas hoje ela aprendeu.
Aprendeu de tal forma que hoje ela não se reconhecia aquela garota de anos atrás.
Agora, ela era uma mulher melhor.
Grande de coração, reconheceu seus erros. Consertou sua imagem, seu coração.
Ela ainda espera por ele, pelo momento que o telefone irá tocar, e será ele.
Ela ainda espera comer a pizza vegetariana, batata frita, tomar suco na companhia co amor de sua vida.
No amor que fez sua vida melhor. No amor que trouxe de volta a luz, a serenidade, a vida para a vida dela.
E ela agradece a ele.

Numa tentativa, cita-se Carpinejar

Tragédia não é o amor acabar, é sequer insistir no começo dele.
Carpinejar

Quer conhecer a nova garota, Sr. Braga?


terça-feira, 5 de julho de 2011

E era...


E ela encarava o celular com um olhar tão fatal que seria capaz de cometer um assassinato.
A raiva transbordava pelos poros. A incompreensão.

E quem era ela? Quem a fizera sentir tanto?

Perdida em seus pensamentos, vagava em perguntas sem respostas. Respondia perguntas incoerentes.
Ela era a mentira dela mesma.

E ele do outro lado do telefone, sem expressão alguma a culpava. Culpava. Culpava.

Há exatos 12 meses e 13 dias, tivera seu dia de felicidade e tristeza.
Tinha o que desejava, e o que temia.

Ela o amava, e ele não sentia o mesmo.
Ela o amava, talvez mais que a ela mesmo.

A decisão fora tomada.
Ela o amava.

Ela precisava. Ele sem expressão, sem sentimentos, egoistamente. Não a amava.

Ela sentia raiva, ele dormia.
Ela chorava, ele sorria.
Ela se desesperava, ele se divertia.

Ela amadurecera.
Ele, maduramente, se comportava com infantilidade.

Buscando uma mulher, em ninfetas, que se vestem com um saco de lixo.

Ela sangrava, ele não notara.
Ele não era o homem a se amar.
Ele não era o homem que ela amava.

E ela ficou tranquila.
dormiu com a noite.

Desconhecida

 
Uma completa estranha. Observava aquela pessoa, tentava descobrir quem era. Não conseguia entender sua expressão, sem sentimentos, sem interesses. Ela não tinha sonhos ou desejos, perdida em seus pensamentos se deixava levar. Seriam realmente seus pensamentos ou nem sobre eles ela tinha poder? Uma marionete.


Percebi que não sabia nada sobre ela. Talvez nem ela mesma compreendesse a essência de sua vida. Cansada, desistiu de lutar e seguiu o fluxo, percorreu um caminho que não era destinado a ela. Não fazia parte do todo, era diferente, deveria seguir sua própria trajetória. Faltou coragem ou talvez força para ir contra a maré. O motivo não importa mais.



 

Aquela desconhecida era um reflexo. Poderia divagar sobre o reflexo da sociedade e coisas sem sentido. Poderia fingir que não era comigo. Mas o espelho não mente. Aquela era a minha imagem e de mais ninguém. Fielmente reproduzida.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tristeza sim

E o tempo segue o ritmo.
Você para para consertar as coisas.
para para sentir a ferida. Para cuidar de si.
Você não faz falta, no dia a dia, você anda, para e ninguem percebe.
Chora, desespera, descabela. Só.

A vida segue em frente.
Você não é apenas substituído.
você não precisa sair de cena.
Você nunca fez parte do elenco.

As horas passam.
Você não é ignorado.
Você não é visto.
Você não é presente.
Você não está.

E o dia transformou-se em noite.
a escuridão toma conta.
O funebre véu preto cobre o céu.
as estrelas escondem.

A lua que sorria, entristeceu.
Você se anulou.
Você não foi substituida.

sua falta não fora notada.

E a vida segue...
Como se você nunca estivesse existido.

E você é:
Uma estrela que se esconde.
Um planeta distante.
O pensamento fúnebre do suicida.
A tristeza da solidão.
A companhia da depressão.

A vida passa,
o tempo corre.
E sua ausência não será notada.