sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

"Amor é fogo que queima sem se ver..."


E como se diz: Quem brinca com fogo pode se queimar.
Ou, não exatamente.
Às vezes quer apenas sentir aquela adrenalina. A pele queimando, saber até quando pode suportar tal ato. Às vezes quer apenas sentir. Sentir que é sensível. Saber que consegue sentir.
A vida às vezes nos deixa dormente. Insensível. São pancadas, são tapas, atitudes, ou muito pior, podem ser palavras que atingem de forma tão intensa e profunda que te deixam: dormente, insensível. Um iceberg, então, nada melhor que algo para aquecer e te devolver os sentidos.
Existem amores inexplicáveis. Talvez o tão amor pra vida toda, vai saber?! Ou como diz o sábio Gabito, existe amores que são o eterno “status de relacionamento: perdendo tempo”. É aquele amor que veio para existir, te fazer, te construir, moldar, mas não aquele amor para se conviver, para se viver, fazer história, pois  vocês são estória.
Aquele “me liga qualquer coisa”. Aquele “a gente já se conhece”, “se entende, não to fazendo nada, você também”... Então... Existe aquecedor melhor que este para testar sua insensibilidade?
Não, não existe. Vocês já foram história, guerra e paz, choro e riso, despedida e reencontro. Brigas, brigas, desentendimento e reconciliação. É aquela pessoa que não paga aluguel, mas é o dono do lote onde se constrói. É o alicerce, o piso, o concreto. É aquela essência inesquecível. É o calor, é o fogo. É a prova que se vive, que se sente.
É o amor clássico, sem modismo. É o amor real, um amor de liberdade. De idas e vindas,  chegadas e despedidas...
É aquele amor que o tempo não apaga, não muda, não destrói e não conserta. Vocês nunca ficarão juntos, mas o que sentem não acabará jamais.
É a perda de tempo mais valiosa. É a prova de fogo. Prova de sentimento. Prova de que tudo que você diz saber, não tem valor nenhum.
Pois você sabe, que se tratando de fogo, tudo é incerto. Tempo, cor, intensidade.
...
“Eu encomendo um jantar
Só prá nós dois
Se não tem nada prá depois
Por que não eu?...”

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ser x Ter

E a verdade dói. Dói, machuca numa intensidade sem igual.
Ela não causa uma ferida visível. Não é algo de fácil cicatrização. Ela dói, corrói. É uma espécie de tortura.
Se você se familiarizou com o sentimento dolorido da verdade acima, parabéns! Congratulations! Você esta na classificação de uma pessoa sensata.
Caso você não sinta nada disso com a verdade, sorry. Você não é um humano humanizado.
Existem pessoas humanas e pessoas robóticas. Pessoas que convivem e pessoas que vivem.
Considero-me uma humana humanizada (se é que existe essa termologia). Convivo, me transformo, sinto. Uma grande problemática em minha vida é a intensidade. Sou intensa. Gosto de sentir a alegria, de sentir a tristeza. Gosto de sentir o amor e a dor do término.
Sou arisca, azeda, ácida. Sou dócil, meiga, carismática.
Dói dizer a verdade? I don’t know... mas sinto toda vez que digo e peço desculpas.
A desculpa por acaso seria um modo de aliviar a acidez? Um tapa com luva de pelica?
Não exagerei quando te indiquei como superficial, vazio. Quando você se envergonhou de ser garoto propaganda da Calvin Klein, não queria que sentisse vergonha da grife que usava, mas do que vestia seu interior. Quando propôs trocar de carro, não poderia ser por algo menor, mas teria que ser mais. Teria que estar a mais. A frente, em destaque, reconhecido.
Não me arrependo de ter lhe lançado palavras engrandecendo seu ego. Você é sim, bacana, companheiro e divertido, mas você não soube utilizá-las a seu proveito. Preferiu aquelas que te veem como um ter. Um vestir. E não é assim você mesmo?
Um oco revestido de elogios? Um vazio preenchido de vento? Precisa de elogios, mulheres, status para se firmar na masculinidade.  Um evento, uma nova vestimenta, um novo amor, um bibelô a tira colo.
E você é um vivente? Alguém capaz de achar que sabe o que é ter uma vida passageira. Amizades descartáveis. Não, você não sabe.
Você sabe criar laços e desfazê-los? Lembrar-se de como cada volta trouxe uma história?
Não vou te julgar mais do que fiz até então.
Quando digo que sou mais do que seus olhos podem ver, estou falando do que é de fato verdadeiro.
Nossos momentos musicais serão eternizados. O que se leva dessa vida é o que se vive é o que se faz.

Sempre soube que você não era MPB. Seu toque no celular lhe condenava.
Sou MPB. Sou literatura. Sou Ceciliana.
Você: pode ser modismo, jornal. Não lhe julgarei mais.
Se você consegue compreender e sentir a verdade doendo... Ainda restará esperança.
Quem sabe você conseguirá ser e não apenas ter.

(PS. sem censura, sem achômetros. São pontos de vista, pode ser que um dia reconsidero a colocação)

domingo, 10 de novembro de 2013

Amor incondicional.

Houve tempos que desacreditou. Desacreditou no amor a dois, no amor fora da família. O amor era uma mentira bem contada.
Houve tempos que reacreditou. Acreditou no companheirismo, no convívio, no planejamento.
Houve esse tempo em que esteve cega. Apaixonou, amou.
E o amor não é mesmo cego?
Pois bem, em tempo presente a claridade que ofuscava a visão do enamorado foi apagada. A visão do real se apresenta. O mundo colorido e amplo se reapresenta.
Por onde andou no tempo de cegueira? Como tudo aconteceu sem que percebesse?
A realidade a trouxe de volta ao mundo. Um sonho, um medo, um teste.
Uma vida que carrega outra vida.
Um mundo colorido, amplo e medonho.
Há a possibilidade de acreditar que se encontrou o maior amor do mundo durante a cegueira.
Há a possibilidade de crer que a vida é bonita, é bonita e é bonita.
Há a possibilidade de sentir, que o maior amor do mundo está crescendo.
E através das possibilidades da vida a cegueira a fez acreditar.
Amor incondicional, a gente vê por aqui.

domingo, 13 de outubro de 2013

Questionamentos

São papéis demais. artigos demais, pensadores e pensamentos demais.
Cheguei à exaustão.
Teco e tico, ou seria tico e teco?
Há possibilidade de alguma coisa não fazer sentido. Tudo depende.
A linda exceção da regra.
Vamos além, vamos fugir da regra.
Parar, pausar, pensar. Ou parar de pensar.
Caminhar aleatoriamente, de mente vazia, passos calmos, alma aberta.
Sentir a brisa, o vento o calor.
Sentir que o tempo passa. Senti-lo passando entre os dedos, passos.
Olhos atentos às sutilizas, delicadezas.
São pensamentos demais, pudores demais, regras demais.
Achometros, preocupação, desnecessarias.
É o tcc, a vida, o romance, os amigos.
E caminhando pela aleatoridade da cidade deparei com o questionamento.
Tudo isso vale a pena?
O que vem a ser tudo isso?
Vida que se vive, vida que se segue, sem ter a certeza do que é o viver.
#questionamentos.

O que se leva dessa vida
É o que se vive
É o que se faz
Saber muito é muito pouco
"Stay Will" esteja em paz

domingo, 6 de outubro de 2013

A eternidade das dúvidas

E era a realidade batendo forte na sua porta.
Quantas vezes você quis abrir para ela?
E tantas pessoas que já haviam alertado: há algo errado, algo não coincide, é estranho. Areia movediça.
E quantas vezes você não acreditou?
Quantas vezes fechou os olhos, os ouvidos?
A paixão cega, te faz perder o senso critico. A razão.
Você perde os sentidos, não há outra visão, outro cheiro, outro tato, outro gosto.
Há ele, aquele. Somente ele.
Amigos te alertam e você flutua no abstrato daquelas falas.
Você quer acreditar, quer sonhar e flutua. Flutua no seu sonho, no seu delírio, no seu amor. Paixonite.
E o tempo passa. A  vida é cíclica, os relacionamentos também. Aprende-se com os términos, enxerga-se as verdades, mas ainda não há o antídoto para a paixão.
Você não escolheu esperar, você foi vivendo, aprendendo. Se machucando, se torturando e dando oportunidades.
Você cresceu, mas a aqueles sintomas adolescentes permanecem. A incerteza, o medo, o sonho. O pensamento de que será diferente.
Você pode ter 15, 18, 26, trinta e poucos, mas a história será sempre a mesma.
O amor te faz perder o chão, a razão, a independência.
E quem quer ser independente sozinho? Há essa possibilidade?
Agora que estou sonhando, alguém bate a minha porta.
Seria a realidade?
Abrir mão de todos os objetivos por um sonho?
Começar de novo?
Encarar uma realidade nova?
E o mundo gira, a vida é cíclica. E as dúvidas também.
Abrir ou não abrir, heis a questão.


Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Um sonho bom

"Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito..."

No embalo dessa composição me despedi de você.
Você me veio como um sonho bom. Trouxe o colorido aos meus  dias. Dias de sorrisos, de raiva, de fúria, de felicidade.
Foram dias inconsequentes, loucos, deliciosamente caótico e ordenado. No tempo certo as coisas estavam se ajeitando.
No nosso tempo fomos acertando o ritmo. O ritmo entre copos, doses, beijos.
No nosso tempo fomos acertando o relacionamento. A amizade, o companheirismo.
No tempo sem nomenclaturas, sem cobrança.
Companheiros de jantar, de brincadeiras com sobrinhos, de preocupação com o serviço.
Cúmplices de gole, de ressaca, de cheirinho.
No nosso tempo fomos criando a vontade de conviver, de estar junto, de estar perto.
Mãos dadas, dedos entrelaçados, filmes e videos de youtube.
No nosso tempo fomos vivendo, fomos confiando, fomos compartilhando, convivendo.
E como toda estória ou história, há o "time" de teste, de aprovação, de seja-la-o-que-for.
Esse é nosso tempo,  daqui a alguns dias.

Tempo de temer a distância, de sentir saudades.
Tempo de acreditar que o que criamos até hoje foi real, e que será duradouro.
Tempo de crescer, amadurecer.

"Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir"

sábado, 24 de agosto de 2013

O que é, que é?!

E é estranho.
Não há ânimo para aquele bate papo caliente.
Não há sonhos alheios com pessoas alheias.
Não há vontade de flertar.

E é esquisito.
Volta aquela vontade louca de frequentar locadora.
Escolher um filme a dois, pensar no filme a dois.
Dividir os gostos, as curiosidades. Compartilhar.

É caótico.
Passada mais de uma semana, gesticular e sorrir vendo aquele momento que passou há dias, se repetir.
Perceber que está contando pela milésima vez a mesma  história.
Que pela milésima vez que a mesma pessoa te deixa com a cara mais boba.
Você sorri a toa, sorri do nada.
A alegria transborda.

As coisas estão em desordem.
Amnesia e lembranças.
Planos e improvisos.
Palavras e silêncio.

E o yakisoba acompanhado.
Sentir saudades, sentir falta.
Compartilhar, conviver, ter vontades.
Deixar de ter outras vontades.

E o que é, que é?!

O sorriso, o brilho, os planos.
As mordidas, as mensagens, ligação.

O que é que é?!

Estranho, caótico, desordenado?!