segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ela

E ela reapareceu.
Cantarolando uma canção de ninar.
Ninando quem já estava no mundo dos sonhos.
Será que ela aparecia no mundo real? Ou participava do sonho?
Essa criança de ar infantil, áurea inocente, sonoridade suave, suavidade em ser.
Essa criança teria uma finalidade de tranquilizar meu interior? ou instigar a minha tranquilidade?
A criança envolve a minha curiosidade.
Faz com que eu a tema e deseje.
Eu a conheço e desconheço.
Eu a sinto, tenho a presença, mesmo quando está ausente.
Observo seus ruídos, analiso os passos.
distancio na presença.
Corro da verdade.
Quem seria?

A criança eu que já fui um dia?

domingo, 3 de julho de 2011

A criança

E mais uma noite ela veio me visitar.
Pela terceira noite consecutiva, ouço o riso, os passos... O mais perto que aproximei dela foi tocá-la através do vidro.
Quem seria essa criança que me visita todas as noites?
Ela sorri de um jeito encantador, corre ao meu redor. Chama por mim, mas eu não consigo vê-la. Não consigo senti-la. Não consigo tê-la.
Tento dormir um sono leve. Tento apalpar sua mão. Tudo em vão.
Pego no sono pesado. Aproximo-me ainda mais. De novo é tudo em vão.
Resta a curiosidade: Quem seria essa criança que me visita?
Será um anjo que o Pai está enviando para cuidar de mim? Será o anjo que eu trarei ao mundo algum dia?
Quem será essa criança?
A criança que me protege, traz a felicidade e tranqüilidade para os meus sonhos?
Essa criança será um anjo. Meu anjo. Minha protetora, minha filha, dona do meu amor.

Falsa felicidade

“Vamos fugir! Deste lugar...”

Duas estrofes de uma música. Analisadas isoladamente podem ser utilizadas em qualquer situação. Afinal, quem nunca quis largar tudo? Sumir, desaparecer. Fugir da correria do dia-a-dia, esquecer os problemas que estão por vir, não se lembrar de amores não correspondidos, não se irritar com a desonestidade e com o abuso de poder.

 
Vemos a vida passar como um relâmpago. Percebemos que há uma semana não falamos com aquela pessoa querida, que tem um mês que não saímos com aquele grupo de amigos quase irmãos, que faz um ano que não enviamos uma mensagem para aquele conhecido que está longe.

Corremos atrás de uma vida que nunca chega ou que quando é alcançada se mostra uma tremenda desilusão.


Quando conseguimos parar, se é que isso acontece, percebemos que tudo parece errado. Aquele cinema com a turma não aconteceu devido ao trabalho, o encontro de amigas confidentes foi ficando para uma semana seguinte que nunca chegou e o barzinho com os amigos ficou para um depois que não ocorreu.

Prometemos nunca mais deixar de viver a vida, que o trabalho tem seu tempo e não deve tomar aquilo que pertence à vida pessoal. Mais uma vez a promessa será quebrada. Mais uma vez ficaremos estressados, mal humorados, vivendo uma não vida. Simplesmente desistimos.

Poucos conseguem quebrar esse ciclo. Falta coragem para ir contra uma sociedade que te prende de todas as maneiras possíveis. Falta força para ir contra as injustiças dos mais poderosos. Falta tempo para brigar pelo correto. Falta esperança para ir atrás de um amor.

 

E mais uma vez nos vemos correndo atrás de uma vida imaginária, fugindo da realidade que nos tomará um tempo que supostamente não temos.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ex-apaixonado


Paixão. Um amor incontrolado, que esquenta o coração e domina a mente. Inesquecível, para quem já se apaixonou e viveu intensamente esse sentimento.

E o que acontece com um ex-apaixonado, com sua abstinência nessa adrenalina viciante? Conseguiria ele encontrar um amor incontestável e que supere o antigo? Será possível se apaixonar novamente?


Algumas pessoas temem nunca mais sentir essa emoção. Outras preferem evitar tal situação, pois perdem o controle do coração e da mente. Existem aqueles que não desistem de percorrer o mundo em busca dessa adrenalina.

Duvidas. Labirintos. Confusões.

Será que há uma luz no final do túnel?

domingo, 26 de junho de 2011

Desordem


Fecho os olhos e descrevo onde deveria estar. De onde desejei sair.
Ouço I'll Be There For You e sinto que meu coração partido cai sangrando, se desfaz.
Meu coração partido deixa de ser, deixa de estar. Deixa de fazer.

Ás vezes tenho a sensação de que tudo vai dar certo.
Vou conseguir.
Corro pela lagoa, sinto o vento trazer novidades, perspectiva, uma ilusão de que tudo se renovará.
Fecho os olhos, sua imagem. O aperto no peito.
Nada mudou.

Como pode haver tanta burrice num só coração?
As lágrimas rolam de raiva. Raiva de um dia ter te beijado, de um dia ter saciado meu desejo.
Raiva de ter te amado, de te amar.

Como reverter tal situação? Ainda não aprendi a teoria de egocentricidade. Ainda não aprendi...
Ainda não aprendi a te esquecer.

Todos seus defeitos são anulados com suas qualidades.
Toda minha raiva é aniquilada pelo amor que sinto por você.
Todo amor que tenho não é meu.
...

Como pode haver tanta burrice num só coração?
As lágrimas rolam quando vejo seu rosto. O coração dispara. As pernas tremem.

e na música Iris, admite-se: And I'd give up forever to touch you. E sou feliz, por ter te tocado, ter te beijado, ter amado você.

Confusões de um coração burro.


sábado, 25 de junho de 2011

eh


E de novo a vida me mostra, que a música do Leoni prevalece.

"Eu já ouvi 50 receitas
Prá te esquecer
Que só me lembram
Que nada vai resolver
Porque tudo
Tudo me traz você
E eu já não tenho
Prá onde correr..."

Aqui estou, estamos.
ausentes, presentes, abstrato, em vão.
solitário, sozinho...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A espera

Já passa das 3h da manhã e ainda estou aqui.
Na sexta-feira, uma premonição. Encontrei seu jeito de andar, sua pele branca, seus cabelos negros em outra pessoa.
Foi como um esbarrão, onde estava atrasada, o que não provocou o choque.
Caminhei procurando sua fisionomia, em vão.

Teclei uma mensagem no celular, tão em vão quanto procurar por você na multidão do mundo.
Onde será que está? Como será que está?

Ainda mantém aquele sorriso tímido? Será que se lembra do quanto amo a piscadinha que você dá?
Será que alguém ja assimilou sua bochecha como eu?
Será que encontrou alguém para te amar como te amei? E a reciprocidade?

Eu ando pelas ruas, folheando folhas, folheando pensamentos. Selecionando momentos. Revivendo sentimentos.
Saudade.

Saudade da moto, do vento, do frio, do beijo, do toque.
Assexuei. Pois o maior e melhor amor que encontrei se despediu de mim.

Eu ando pelas ruas, folheando folhas, folheando pensamentos. Selecionando momentos. Revivendo sentimentos.
Saudade.

A espera...