quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Regra n⁰21

Quem vive de passado é museu.
Relembrar é viver.

Contradição? Tudo depende do ponto de vista. Literalmente! Se ao lembrar uma história, me coloco como um personagem, posso dizer que estou vivendo do passado. E se me coloco como narrador?

Imagine uma história de amor que deu errado. Ninguém gosta de lembrar-se dela e, se o faz, a magoa ou a suposta indiferença aparece na história. Por outro lado, analisar tudo do lado de fora pode ajudar a ver coisas que na época passaram despercebidas.

Imagine um príncipe encantado, que nem dos contos de fadas. Com o tempo, você percebe que, na verdade, ele é um daqueles nobres que só se importa com o poder e o seu castelo, nada mais. Por outro lado, aquele sapinho ou patinho feio, era quem merecia o crédito.

Quando estamos dentro da história, somente conseguimos ver o que nos é permitido, não podemos ver a frente. Aliás, essa é a graça. Mas quando relembramos, temos que ver se estamos dando valor àqueles que realmente merecem. Aquele que quis saber sobre você e seus hobbies, que descobriu o tipo de livro que gosta ou se informou sobre um show que ansiava por ver.
 
Um relacionamento pode parecer perfeito, mas não ser. Um namorado pode parecer um príncipe, mas não ser. O momento pode parecer simples, mas foi elaborado com muito carinho. Uma história pode parecer sem graça, mas foi a mais real e sincera.

Regra n⁰21: Tudo depende do referencial.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Caos

Um romance que nunca aconteceu
Uma palavra que nunca foi dita
Um sentimento nunca demonstrado
Uma vida sem sentido.

Pergunto-me quão estranho são essas histórias que surgem em minha mente. Em um momento tudo faz sentido, em outro não sei como continuar. Tentar explicar uma ação é tão difícil quando descrever um sentimento.

Você me pergunta como será daqui para frente, e a única coisa que posso dizer é que não sei prever o futuro. Não sei isso, não sei aquilo... Quem me dera saber tudo, a verdade é que não sei nada.

 
Não sei o que se passa em minha mente, quando vejo você, mas não consigo dizer nada com sentido. As palavras se embaralham, um nó aparece em minha língua. Tudo tão confuso e, ao mesmo tempo, tenho a impressão que minha cara parece dizer tudo com simplicidade.



Queria conseguir olhar em teus olhos, dizer tudo o que preciso. Colocar as palavras em ordem, os sentimentos a mostra e os pensamentos a vista. Quero que você veja sentido na confusão em minha mente e que sinta o amor em meu coração.

Você esqueceu aquele abraço?

Caos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Sonho


- Sonhei com você.
- Aeh?! E como foi?
- Não sei, não lembro.
- Ué... e como sabe que sonhou comigo?

- Acordei feliz.

♥

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Regra n⁰20

Certa vez alguém disse que pouco do que somos realmente é autêntico. Somos moldados de acordo com o que a sociedade quer. “Opinião própria”, então, seria provida pelo meio em que vivo? Ou seja, nada de própria ela tem? Sou um fruto do meio?
Já não é suficiente a sociedade moldar o estilo de vida, ela também é responsável pelo meu pensar? Minha descrença só irá mudar quando ela quiser? Viver, pensar, amar, curtir a vida sem esse tal de estresse não depende da minha própria vontade?

As crianças agora têm vida de jovem, os jovens de adultos e os adultos... continuam sendo adultos, mas sem terem vivido como os mais velhos viveram: uma etapa de cada vez. Mas será que algum dia foi assim? As coisas mudam tanto, que não sei dizer como era antes e como é agora.

Perdi meu rumo. Será que a “sociedade” me fez mudar de assunto? Ou seria a tal da cultura? Quem inventou que não podemos fazer só o que gostamos? Odeio essa frase! No final, acabamos fazendo só o que não gostamos e apenas um pouco do que gostamos. Quero o contrário!

O amor está banalizado e a relação a dois ridicularizado. Existe alguém que acredita que um beijo tem um significado especial e não pode ser desperdiçado igual está sendo? Alguém sabe a diferença de um carinho real de um carinho qualquer?
Regra n⁰20: Cada situação tem seu devido valor, não o diminua!

O.o


'Ultimamente tenho me resumido em duas coisas: confusão e contradição.
Confusão porque nunca sei, ao certo, de nada, e contradição porque as vezes teimo em ter certeza.”