terça-feira, 17 de agosto de 2010

Regra n⁰19

Ah! Como quero saber. Saber o que? Não sei ao certo. Tenho medo de descobrir algo que não queria saber. Mas não sei qual porta abrir, qual pergunta fazer, qual caminho seguir para conseguir apenas o que me traria felicidade. Eu sei o que me traz felicidade?

Sei o que me deixa feliz, mas como saber o que me traz felicidade? As vezes o que me deixa feliz nem sempre é o melhor. O que vem após a felicidade é a questão. Então, como saber se o que quero é o que tenho que querer?

Sei que quero você. Devia querer você? Você me trará um futuro ou apenas um presente? Uma paixão e não um amor. Algo feroz, mas não duradouro. É isso o que quero? A paixão é o que devo querer? Ou preciso procurar um amor... para sempre?

Sempre. Nunca. Duas palavras complicadas. Não acho que alguém entenda o que elas significam de verdade. Pelo menos eu não entendo. É como pensar no infinito. Eu sei seu conceito, mas é algo que não posso alcançar.

Posso tentar? É desanimador tentar alcançar algo que a mente já entende como impossível. Então, tenho que esquecer os conceitos, e apenas acreditar. Talvez, nesse momento, encontre um amor eterno... enquanto dure.

Regra n⁰19: “Que seja eterno enquanto dure”.

*-*

E poder dizer:

domingo, 15 de agosto de 2010

(Re)Encontro

E o encontro.
Após o momento em que cai na cama e encontrei me ao mesmo tempo nas núvens tive a esperança do reencontro.
Como descrever?
De manhã a mensagem enviada, telefone a tocar, atendo, converso, combino... Ainda não é certo. E a fênix renasce em mim. O foguinho volta a arder. E eu conto as horas para te ver.
A correria se instala em meu interior. Fazer unha, sombracelha, arrumar cabelo, escolher roupa, brinco, anel, sapato, maquiagem... A correria fez com que estivesse pronta duas horas antes do combinado.
E ele chegou.
Coração disparou, perna treme, mão transpira, não sei como agir. Desaprendi andar de salto, meu coração me desequilibrava.
O que faço? Que atitude tomar? Como chamá-lo? O que falar?
Entrei no carro. Cumprimentei o com um beijo no rosto. Tratamento formal. Para onde iriamos? Do lado dele estou no céu. Pra que se importar com destino?
Fomos comer pizza vegetariana. Descemos do carro, caminhamos abraçados... Eu temia amar aquele momento. E assumo. amei o momento.
Sentamos. As mãos se encontraram, os dedos se encaixavam, sorrisos, vontades... O pedido, a resposta e o tão sonhado beijo.
Daquele momento em diante tive certeza que esperaria toda eternidade por aquele beijo. Aquele toque.
Com ele eu fui para o céu.
Com ele estou no céu sempre! E eu digo: Amo muito tudo isso! Amo muito todo esse!
E você me faz tão bem!
Obrigada!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

*-*


“Eu aprendi sem a gramática que saudade não tem tradução”

Enquanto a chuva molha o meu rosto
Ela esconde a minha lágrima
Que insiste em encontrar o chão.

Enquanto o frio toma o meu corpo
Eu aprendi sem a gramática
Que saudade não tem tradução.

Eu preciso tanto de Você
O seu amor é o que me faz crescer
E conhece como a própria mão
Cada medo do meu coração.

Hoje pensei tanto em nós dois
Que não podia deixar pra depois
E eu vim aqui só pra dizer:
- Que eu sou louco por Você

(Guilherme de Sá)

...

O toque do celular

O toque do celular me fez viajar.

E assim foi.
Ao ouvir a música viajei no tempo. Voltei ao dia 28 de abril de 2009 e senti a sua voz, sua respiração ao pé do meu ouvido. Viajei neste milésimo de segundo e fiquei em meu sonho um bom tempo. Queria ficar no sonho... No tempo só para ficar ouvindo você cantar, mas algo me trouxe ao mundo real. O som que me fez viajar e trouxe-me de volta. Este som vinha do meu celular. Era seu toque. Seu toque. O toque personalizado para identificar a pessoa especial que é você.
Ao olhar o celular vi nossa imagem e viajei no tempo novamente. Fui para o dia 20 de julho. Festa junina do Bernoulli... Ah que dia! Que noite! E na hora feliz uma fotografia para eternizar aquele momento. Naquele dia eu descobriria que a música “Ela é puro êxtase” é minha *-*
E o toque do celular e o vibrar dele em minhas mãos fez com que eu voltasse a realidade.
Foi então que atendi.
Não há como descrever o momento. O sentimento. A felicidade se instalou em mim.
Ouvi o timbre da sua voz e viajei. Fui alem do imaginário. Longe o bastante para te encontrar, matar a saudade dos meus olhos de te ver. E o encontro estaria próximo.

domingo, 8 de agosto de 2010

Regra n⁰18

Minha mente esqueceu, meu coração enterrou. Os sentimentos que um dia tivemos já não existem mais. Então, por que, a simples leitura do seu nome me perturba? Por que?

Tivemos bons momentos. Tivemos, ou seja, passado. Nada mais importa. Mas, por que desde aquele dia, minha mente tenta buscar recordações de você? Parece algo que supera qualquer desejo meu. Desejo.

Beijo.
Não é essa a palavra.
Você.
Errado novamente.
Nós.

As imagens simplesmente vêm, sem pedir licença, sem se desculpar. As palavras são escritas, sem que eu tenha a intenção de fazê-las. Meu coração acelera.

Lembranças.

Cada um seguiu sua vida. Cada um seguiu seu caminho. Quero encontrá-lo novamente. Não para revivermos o passado, mas para ter certeza que você não fará parte do meu futuro. Somente quando olhar em seus olhos, sentir sua presença e, mesmo assim, não sentir aquela paixão ardente, terei certeza que estou livre para o amanhã.

Talvez esteja errada. Pois já cometemos esse erro uma... duas ... talvez três vezes. Nossos corações seguem o mesmo ritmo quando estamos no mesmo ambiente. Talvez o certo seja não testar, pois se fracassarmos... assim como a alegria momentânea se repetirá, a tristeza também fará parte do enredo.

O “nós” não existe mais e deverá permanecer assim... para sempre.

Será?

Regra n⁰18: Supere o passado para seguir em frente.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Regra n⁰17

Certa vez pediram para uma criança escrever um poema que retratasse a realidade. Talvez fosse loucura, pedir algo que exige tanta experiência e seriedade. Afinal, o que uma criança conhece do mundo?

Está certo que ela está em um processo de aprendizagem, mas com sua simplicidade consegue explicar muitas coisas. Consegue retratar a dura realidade, de maneira leve. Afinal, seus olhos enxergam tudo de maneira diferente, de maneira curiosa.

Foi assim que aquela criança escreveu sobre algo que vemos todos os dias, mas com o tempo começamos a considerar “paisagem”. A tristeza, a fome, os sem teto... Para aquela criança, tudo isso era novo, e assustador... triste.

Essa criança conseguiu tocar muitos corações, juntando simples palavras e montando a realidade. Talvez hoje ela não se lembre ou até veja tudo como paisagem. Por outro lado, ela pode ter levado aquela mensagem consigo e, hoje, esteja fazer a sua parte para mudar o mundo.

Porque mudar o mundo não exige ideias mirabolantes, pequenos detalhes no dia a dia podem fazer a diferença.

Regra n⁰17: Um detalhe faz toda a diferença.