domingo, 6 de outubro de 2013

A eternidade das dúvidas

E era a realidade batendo forte na sua porta.
Quantas vezes você quis abrir para ela?
E tantas pessoas que já haviam alertado: há algo errado, algo não coincide, é estranho. Areia movediça.
E quantas vezes você não acreditou?
Quantas vezes fechou os olhos, os ouvidos?
A paixão cega, te faz perder o senso critico. A razão.
Você perde os sentidos, não há outra visão, outro cheiro, outro tato, outro gosto.
Há ele, aquele. Somente ele.
Amigos te alertam e você flutua no abstrato daquelas falas.
Você quer acreditar, quer sonhar e flutua. Flutua no seu sonho, no seu delírio, no seu amor. Paixonite.
E o tempo passa. A  vida é cíclica, os relacionamentos também. Aprende-se com os términos, enxerga-se as verdades, mas ainda não há o antídoto para a paixão.
Você não escolheu esperar, você foi vivendo, aprendendo. Se machucando, se torturando e dando oportunidades.
Você cresceu, mas a aqueles sintomas adolescentes permanecem. A incerteza, o medo, o sonho. O pensamento de que será diferente.
Você pode ter 15, 18, 26, trinta e poucos, mas a história será sempre a mesma.
O amor te faz perder o chão, a razão, a independência.
E quem quer ser independente sozinho? Há essa possibilidade?
Agora que estou sonhando, alguém bate a minha porta.
Seria a realidade?
Abrir mão de todos os objetivos por um sonho?
Começar de novo?
Encarar uma realidade nova?
E o mundo gira, a vida é cíclica. E as dúvidas também.
Abrir ou não abrir, heis a questão.


Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

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